Por ser muitas vezes assintomática, essa deficiência nutricional pode levar meses e até anos para ser descoberta. Veja o que é preciso observar no próprio corpo para evitar complicações mais sérias
por rita trevisan / fotos fabio mangabeira
por rita trevisan / fotos fabio mangabeira
O dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) são alarmantes: cerca de 1/3 da população mundial sofre com a anemia, considerada a deficiência nutricional mais comum em nossos tempos.
Ela causa a redução da concentração de hemoglobina no sangue, uma proteína cuja função primordial no organismo é transportar oxigênio.
A queda nos níveis de hemoglobina se traduz, portanto, numa dificuldade maior do sangue em manter todos os tecidos do corpo devidamente oxigenados.
Unhas planas, quebradiças ou em forma de colher e cabelos excessivamente frágeis podem indicar um quadro de anemia por falta de ferro
Como consequência, o indivíduo que sofre de anemia por deficiência de ferro - existem também as provocadas pela falta de vitamina B12 e ácido fólico, que são mais raras - tende a sentir-se constantemente cansado, fraco, sofre com dores de cabeça, e, em casos mais graves, pode chegar a perceber uma significativa redução nas suas habilidades cognitivas e psicomotoras.
Outros sinais de que a deficiência nutricional está prejudicando a saúde podem estar nas unhas e nos cabelos. "Unhas planas, quebradiças ou em forma de colher e cabelos excessivamente frágeis podem indicar que o corpo já está começando a usar as reservas do organismo para manter seu funcionamento. É imprescindível investigar", alerta a nutricionista da Santa Casa de São Paulo, Andrea Garcia
Nas crianças, um dos sintomas mais comuns é o atraso no crescimento.
O grande perigo é que, em muitos casos, essas mudanças físicas ocorrem de maneira lenta e gradual e não é raro que pacientes demorem meses e até mesmo anos para buscar ajuda especializada.
O que poucos sabem é que, sem tratamento, a anemia pode oferecer sérios riscos à saúde. "Essa deficiência nutricional pode agravar outros problemas, como as complicações coronarianas.
Assim, um indivíduo com a doença e que já tem predisposição a desenvolver males do coração estará ainda mais suscetível a sofrer um infarto, por exemplo", avisa o hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein, José Mauro Kutner.
O especialista alerta, ainda, para outro risco associado à descoberta da doença já em estágio avançado.
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