domingo, 25 de julho de 2010

Santa Casa de Itabuna intensifica Quimioterapia pelo SUS


Atendendo hoje a 761 pacientes em tratamento de Quimioterapia contra os mais diversos tipos de câncer, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna investe na divulgação do serviço para aumento da demanda de pacientes e maior condições de cura da doença. “Sabemos que este número só não é maior devido a falta de informação junto aos postos da rede de atenção básica e as secretarias municipais de saúde, que muitas vezes desconhece a disponibilidade do tratamento pela instituição, totalmente custeado pelo SUS”, declarou o médico oncologista e diretor médico do Hospital Calixto Midlej Filho, Eduardo Kowalski.

Dentro do sistema de integralidade do atendimento Oncológico na Santa Casa de Itabuna, através da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon), o paciente com forte suspeita deve ser encaminhado para o Ambulatório de Especialidades no Hospital Manoel Novaes, onde, confirmando o diagnóstico para câncer, o médico definirá o tratamento mais adequado para o perfil da doença e do paciente. Neste ponto o Serviço de Quimioterapia da Santa Casa de Itabuna pode ser indicado, com a Unidade de Quimioterapia do SUS instalada no Hospital Calixto Midlej Filho. Todo tratamento e acompanhamento de pacientes durante e após a Quimioterapia é realizada dentro da própria instituição.

A quimioterapia está indicada hoje para 80% dos casos de câncer, aplicada individualmente ou associada a outros tipos de tratamento, como a radioterapia ou cirurgia oncológica. A Santa Casa de Itabuna oferece hoje tratamento quimioterápico para pacientes adultos e infantis, que somam um total de 1.200 pessoas atendidas mensalmente pelo SUS, já que além dos pacientes em tratamento, é realizado o acompanhamento do pacientes após o tratamento.

“Não temos fila de espera e esta capacidade de atendimento pode e deve ser aumentada, principalmente quando observamos a chegada de pacientes já em estágio avançado da doença, o que dificulta o tratamento e diminui as chances de cura. É preciso que os profissionais da atenção básica e as próprias pessoas em geral se conscientizem da necessidade de buscar o diagnóstico precoce, aproveitando a chance de a Santa Casa oferecer também todo serviço de diagnóstico pela rede SUS”, definiu Eduardo Kowalski.

A quimioterapia

Sobre o tratamento quimioterápico desenvolvido hoje na Santa Casa de Itabuna, métodos e medicamentos indicados seguem um protocolo nacional fundamentado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e pelo Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Neste sentido, o tratamento realizado em Itabuna é similar ao praticado em grandes centros como Salvador e São Paulo. “Temos hoje todo o tratamento previsto para os mais variados tipos de câncer, não existindo necessidade de enviar pacientes para Salvador ou São Paulo”, acrescentou Eduardo Kowalski.

Além da Quimioterapia, a Santa Casa de Itabuna disponibiliza o tratamento através da Hormonoterapia, que alia baixo custo à alta eficácia para alguns tipos específicos de câncer. Este tratamento pode ser aplicado para 20 a 30% dos casos, realizando o bloqueio hormonal com alta eficácia para tratamentos de câncer de próstata, por exemplo.

Na Unidade de Quimioterapia SUS da Santa Casa de Itabuna atuam hoje dois oncologistas clínicos, dois hematologistas, dois oncopediatras, um médico urologista, dois mastologistas, além de um ginecologista oncologista, um médico clínico, psicólogas, nutricionistas, enfermeiras oncológicas e técnicos de enfermagem especializados em oncologia. “Temos uma equipe preparada para atender clinicamente o pacientes, mas também preparada psicologicamente para mostrar que o tratamento de câncer traz resultados, contribuindo para a desmistificação da doença”, relatou Eduardo Kowalsy.

Combate aos mitos

O combate aos efeitos colaterais da Quimioterapia também é aplicado na instituição com grande sucesso, acompanhando os avanços tecnológicos e criação de novas medicações também chamadas de antieméticas. “Em outros tempos, já houve registros quadros de desidratação severa, cefaléia intensa, o que acabava levando ao abandono do tratamento. Hoje temos como referência o Zofran, a partir da substância Ondansetron, que combate as náuseas e garante que a Quimioterapia seja, no geral, uma prática ambulatorial, sem a necessidade de internação do paciente para o tratamento”, relatou o médico oncologista.

Assim, o avanço da tecnologia e as novas drogas que chegam ao mercado têm contribuído para combater os mitos dos efeitos colaterais da quimioterapia e o índice de abandono do tratamento. “O câncer tem cura, mas é necessário diagnóstico precoce e seguir todo o tratamento. Aqui na região estamos com uma médica de 50% de cura, não sendo distante de atingir o índice geral que é de cura para 60% dos casos”, finalizou o médico oncologista da Santa Casa de Itabuna.

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