segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vírus H1N1: Vacinar é importante!

Duarte BarralPor Duarte Barral

As dúvidas surgidas na opinião pública quanto à vacina contra a gripe A, algumas delas com origem em informações veiculadas na Internet e sem qualquer veracidade, justificam que volte mais uma vez a este tema.

Como já tive oportunidade de referir anteriormente, todos os dados apontam para que o vírus H1N1 seja mais infeccioso mas menos mortal que os vírus da gripe sazonal. Apesar de ter uma mortalidade mais baixa o vírus H1N1 já causou milhares de mortos em todo o mundo e o facto de ter uma infecciosidade alta não deve ser desvalorizado pelo problema que pode causar ao funcionamento da nossa sociedade globalizada em que as viagens intercontinentais são tão comuns.



Quanto à segurança da vacina, deve ser realçado que a mesma foi desenvolvida da mesma forma que a vacina da gripe sazonal que é preparada todos os anos e administrada a milhões de pessoas sem efeitos secundários graves. Além disso, as vacinas foram testadas em voluntários antes de serem postas à venda e aprovadas pelas autoridades competentes.

Claro que qualquer tratamento, incluindo a vacinação, não é isento de riscos mas no caso desta vacina e de outras os riscos são muito pequenos. E os riscos só devem ser analisados se forem simultaneamente comparados com os benefícios, que no caso da gripe sazonal e da gripe A são largamente superiores, sobretudo para os grupos de risco como as grávidas e crianças pequenas.

Para o público em geral é natural que haja dúvidas quanto às notícias sobre a segurança da vacina contra a gripe A, pois os meios de comunicação social muitas vezes dão importância semelhante a estudos científicos e a opiniões sem qualquer validade científica. a recusasse">
No caso dos profissionais de saúde é esperado que estes sejam os mais bem informados pois o público confia neles para responder às suas dúvidas e é por isso de lamentar que alguns deles tenham mostrado intenção de recusar serem vacinados. Também é importante que um médico que recomende a vacina a um paciente não se recuse ele próprio a levá-la ou será legítimo que o paciente fique com sérias dúvidas.

Por tudo isto é importante que se sigam as recomendações das autoridades de saúde e os grupos prioritários sejam vacinados. E sobretudo, que quando se referem os riscos da vacinação se apresentem também os benefícios, ou não estaremos a conduzir um debate honesto. Agora que temos uma vacina disponivel contra a gripe A seria inrresponsável que quem está aconselhado a tomá-la a recusasse, sem que haja nenhuma base científica para tal.


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